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| SPUTNIK MEU AMOR |
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terça-feira, 7 de julho de 2015
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| O SONHO DO CELTA |
"O Sonho do Celta" baseia-se na vida do irlandês Roger Casement, cônsul
britânico no Congo belga, em inícios do século XX, que durante duas
décadas denunciou as atrocidades do regime de Leopoldo II. Este homem,
amigo de Joseph Conrad (e que o guiou numa viagem pelo Rio Congo,
revelando-lhe uma realidade mais tarde retratada no romance "Coração das
Trevas"), teve uma vida extraordinária, plena de aventura. Acérrimo
defensor dos direitos humanos ‹ como também o comprovam os relatórios
que redigiu durante a estadia na Amazónia peruana - militou activamente,
no fim da sua vida, o nacionalismo irlandês, acabando condenado à morte
por traição e executado.
terça-feira, 27 de maio de 2014
segunda-feira, 7 de abril de 2014
A ILHA INAUDITA
Uma viagem sentimental, um interlúdio romântico, um romance de amor e de humor. Eduardo Mendonza revela neste livro, através da experiência de um viajante cândido e perplexo, outra faceta da sua obra. Numa Veneza insólita, ao mesmo tempo quotidiana e irreal, o protagonista tenta fugir às férreas e sórdidas leis da sua rotina.
DAMA DE ESPADAS

Com o seu admirável ritmo narrativo e clareza de escrita salpicada de humor, Mário Zambujal apresenta-nos Eva Teresa, garota de onze anos, e Filipe, rapaz de dezoito, que namora com a irmã, Rosália. Há uma grande empatia entre a pequena e o futuro cunhado, mas a vida afasta-os com a viagem da família para o Brasil. Eva torna-se mulher e Filipe acaba por se apaixonar por ela, levando-o a viajar ao seu encontro. Entre episódios imprevisíveis que enlaçam mistério e comicidade, ambos só se reencontram em Sintra onde iniciam um romance atribulado. No seu estilo inconfundível, Mário Zambujal traz-nos uma obra em que se aliam a vontade de saborear cada passo da trama e o prazer da leitura. «Mário Zambujal aborda temas universais e transversais a todas as épocas, como o amor, a paixão, o desamor e os triângulos amorosos.»Jornal de Notícias «Fala-nos do seu tempo, da liberdade de escrever - "tão importante como a de não escrever".»Ípsilon «Autor de marcada originalidade, que conduz o leitor ao riso, ao sorriso e à reflexão.»
O ESTILETE ASSASSINO

Um agente secreto de Hitler, um assassino frio e profissional com o nome de código «Agulha», vê-se envolvido na manobra de diversão dos aliados que antecede o desembarque militar em França. Estamos em 1944, a semanas do Dia D. "O Estilete Assassino" é um arrebatador bestseller internacional em que o destino da guerra assenta nas mãos de um espião, do seu adversário e de uma mulher corajosa.
LONGE É UM BOM LUGAR

Tânia Dulce é uma jovem com uma ampla capacidade para amar e cede aos rogos do Doutor Ângelo, narrador de uma movimentada relação de desfecho imprevisível. Médico com sonhos de romancista, o doutor Ângelo percorre caminhos paralelos, do romance real com Tânia Dulce e da trama ficcional que se esforça por escrever. E porque o resto são (também) histórias, o leitor acompanha uma sequência de pequenas ficções, originalmente publicadas na revista "Tempo Livre", do Inatel, com o estilo inconfundível a que podemos chamar de zambujalesco. Em "Longe É Um Bom Lugar (O Resto São Histórias)", Mário Zambujal volta a cativar os leitores pelo ritmo vivo da prosa em que avultam as surpresas, o humor e a reflexão acerca de cumprimentos e situações
O CEMITÉRIO DE PRAGA

Durante o século XIX, entre Turim, Palermo e Paris, encontramos uma satanista histérica, um abade que morre duas vezes, alguns cadáveres num esgoto parisiense, um garibaldino que se chamava Ippolito Nievo, desaparecido no mar nas proximidades do Stromboli, o falso bordereau de Dreyfus para a embaixada alemã, o aumento gradual daquela falsificação conhecida como Os Protocolos dos Sábios Anciãos de Sião, que inspirará a Hitler os campos de extermínio, jesuítas que tramam contra os maçons, maçons, carbonários e mazzinianos que estrangulam os padres com as suas próprias tripas, um Garibaldi artrítico com as pernas tortas, os planos dos serviços secretos piemonteses, franceses, prussianos e russos, os massacres numa Paris da Comuna em que se comem os ratos, golpes de punhal, horrendas e fétidas reuniões por parte de criminosos que entre os vapores do absinto planeiam explosões e revoltas de rua, barbas falsas, falsos notários, testamentos enganosos, irmandades diabólicas e missas negras. Óptimo material para um romance-folhetim de estilo oitocentista, para mais, ilustrado com os feuilletons daquela época. Há aqui do que contentar o pior dos leitores. Salvo um pormenor. Excepto o protagonista, todos os outros personagens deste romance existiram realmente e fizeram aquilo que fizeram. E até o protagonista faz coisas que foram verdadeiramente feitas, salvo que faz muitas que provavelmente tiveram autores diferentes. Mas quem sabe, quando alguém se movimenta entre serviços secretos, agentes duplos, oficiais traidores e eclesiásticos pecadores, tudo pode acontecer. Até que o único personagem inventado desta história seja o mais verdadeiro de todos, e se assemelhe muitíssimo aos outros que estão ainda entre nós.
O APOCALIPSE DOS TRABALHADORES

A resistência de Maria da Graça e de Quitéria, duas mulheres-a-dias e carpideiras profissionais que, a braços com desilusões e desconfianças várias acerca dos homens, acabam por cair de amores quando menos esperam. Com isso, mudam radicalmente o que pensam e querem da vida.Este é um romance sobre a força do amor e como ela se impõe igual a uma inteligência para salvar as personagens das suas condições de desfavor social e laboral. Passado na recôndita cidade de Bragança, este livro é um elogio à força dos que sobrevivem, dos que trabalham no limiar da dignidade e, ainda assim, descobrem caminhos menos óbvios para a mais pura felicidade.
NÉMESIS

No "calor demolidor da Newark equatorial" grassa uma epidemia aterradora que ameaça de mutilação, paralisia, incapacidade irreversível e mesmo de morte as crianças da Nova Jérsia. É este o tema surpreendente e lancinante do novo livro de Roth: uma epidemia de poliomielite em tempo de guerra, no verão de 1944, e o efeito que tem sobre uma comunidade de Newark, coesa e assente nos valores da família, e nomeadamente sobre as suas crianças.
O MISTÉRIO DA CRIPTA ASSOMBRADA

Vencedor dos Prémios Lire e Cidade de Barcelona Tendo como narrador um herói atípico (um psicopata), que conta as suas aventuras rocambolescas com um humor frio surpreendente, "O Mistério da Cripta Assombrada" integra-se por completo na obra de um autor cuja escrita é, no dizer de Joel Neto, em «Grande Reportagem», «exuberante e ousada, com permanentes referências a meio caminho entre o ultra-realismo e o fantástico.
A CIDADE DOS PRODÍGIOS

Em 1887, Onofre Bouvila, um rapaz pobre do campo, chega a Barcelona e obtém o seu primeiro trabalho como distribuidor de panfletos anarquistas entre os operários que trabalham na construção da Exposição Universal do ano seguinte. A partir daqui, o leitor assiste à espetacular ascensão social de Bouvila, que o vai converter, mediante métodos não muito ortodoxos, num dos homens mais ricos do país. Um extraordinário relato da construção da moderna Barcelona, um dos grandes romances espanhóis do século XX.
A HORA MÁ: O VENENO DA MADRUGADA

A um povoado perdido na América do Sul chegou a hora má dos camponeses, a hora da desgraça.Certo amanhecer, enquanto o Padre Ángel se prepara para celebrar a missa, ouve-se um tiro na aldeia. Um comerciante de gado, informado da infidelidade da mulher por um papel colado na porta da sua casa, acaba de matar o seu presumível amante. É um dos pasquins anónimos cravados durante a madrugada nas portas das casas, que não são panfletos políticos mas apenas denúncias sobre a vida privada dos cidadãos, e que nada revelam que não seja do conhecimento de todos há algum tempo. São os velhos boatos que agora se tornam públicos: traições amorosas e políticas, assassinatos, segredos de família envolvendo filhos bastardos e romances escusos. Todos se sentem atingidos e ameaçados, dos cidadãos mais eminentes aos mais humildes. Todos parecem ter algo a esconder e a revelar. Qualquer habitante pode ser o autor dos bilhetes ou a próxima vítima.Este romance foi adaptado ao cinema pelo realizador brasileiro Ruy Guerra.
DENTRO DO SEGREDO

Desde o interior da ditadura mais repressiva do mundo, desde um país coberto por absoluto isolamento, Dentro do Segredo. Em abril de 2012, José Luís Peixoto foi um expectador privilegiado nas exuberantes comemorações do centenário do nascimento de Kim Il-sung, em Pyongyang, na Coreia do Norte. Também nessa ocasião, participou na viagem mais extensa e longa que o governo norte-coreano autorizou nos últimos anos, tendo passado por todos os pontos simbólicos do país e do regime, mas também por algumas cidades e lugares que não recebiam visitantes estrangeiros há mais de sessenta anos. A surpreendente estreia de José Luís Peixoto na literatura de viagens leva-nos através de um olhar inédito e fascinante ao quotidiano da sociedade mais fechada do mundo. Repleto de episódios memoráveis, num tom pessoal que chega a transcender o próprio género, Dentro do Segredo é um relato sobre o outro que, ao mesmo tempo, inevitavelmente, revela muito sobre nós próprios.
UM ALMOÇO NUNCA É DE GRAÇA

O complexo industrial de Rumidge acorda para mais uma semana de trabalho. Dois carros, tão diferentes como os seus condutores, atravessam a cidade em direcções opostas. Vic Wilcox, administrador de uma empresa em crise, considera que conduzir o seu Jaguar lhe oferece um intervalo relaxante entre os motivos de ansiedade domésticos e uma imensidão de problemas que o aguardam na fábrica. Por seu turno, num velho Renault 5, Robyn Penrose dirige-se para a universidade onde ensina Literatura Inglesa ao mesmo tempo que reflecte sobre o carácter efémero do seu trabalho. Entre Vic e Robyn nada há em comum senão a dúvida profunda sobre o mundo do outro e uma preocupação cada vez maior com a crise económica. Mas naquela manhã ignoram ainda a existência um do outro. É quando se encontram que se dá a colisão delirantemente cómica entre estilos de vida e ideologias. A indignação de Vic com as ideias da sua assistente esquerdista só é comparável com o desânimo de Robyn perante a infernal máquina capitalista. Há encontros de onde nada de bom parece poder resultar, contudo...
CANÇÕES MEXICAS

Este livro de Gonçalo M. Tavares leva-nos à cidade do México, com uma ficção que nos dá a dimensão de estranheza e crueldade de uma metrópole onde as pessoas são demasiado intensas para que a prosaica busca da felicidade as interesse. «No zócalo, um maluco que estava rodeado de fumos disse-me que tinha uma marca que ia do centro da testa até cada uma das pernas: uma marca que começava lá em cima num ponto único e se dividia depois: uma linha para cada perna. Era uma marca invisível, um caminho invisível: primeiro um sítio maldito que partia do centro da testa, mas depois a tinta maldita ia-se diluindo em traço. E de um traço único passava a dois traços, um para cada uma das pernas, traços cada vez mais finos, menos malditos, mais fracos, e chegavam os dois traços aos pés já quase sem forças, sem maldição, sem raiva»
O MISTÉRIO DO JOGO DAS PACIÊNCIAS

Este livro foi galardoado com dois prémios literários na Noruega. Foi também o livro que, um ano mais tarde, o levaria a escrever o bestseller mundial «O Mundo de Sofia». Tudo se passa em torno de um rapazinho de doze anos que, com seu pai, viaja em busca do Ás de Copas, perdão, da mãe, que partira oito anos antes para a Grécia à procura de si mesma. Pelo caminho, pai e filho são desviados por um misterioso anão para uma aldeia perdida nos Alpes, onde um não menos misterioso padeiro entrega ao rapaz um livro minúsculo escondido dentro de um pão. A viagem real prossegue, em pararelo com o mundo de fantasia, e sucessivas coincidências criam aproximações que vão conferindo um significado inesperado ao desenrolar dos acontecimentos.
domingo, 26 de maio de 2013
A MÃO DO DIABO
Olá!
O tempo tem passado quase sem dar por isso. As últimas deste blog são mais que atrasadas e como não deixei de ler aqui vão mais uns tantos livros que tive oportunidade de passar uns bons momentos de leitura.
"A crise atingiu Tomás Noronha. Devido às medidas de austeridade, o historiador é despedido da faculdade e tem de se candidatar ao subsídio de desemprego. À porta do centro de emprego, Tomás é interpelado por um velho amigo de liceu perseguido por desconhecidos. O fugitivo escondeu um DVD escaldante que compromete os responsáveis pela crise, mas para o encontrar Tomás terá de decifrar um criptograma enigmático.
O Tribunal Penal Internacional instaurou um processo aos autores da crise por crimes contra a humanidade. Para que este processo seja bem-sucedido, e apesar da perseguição implacável montada por um bando de assassinos, é imperativo que Tomás decifre o criptograma e localize o DVD com o mais perigoso segredo do mundo.
Numa aventura vertiginosa que nos transporta ao coração mais tenebroso da alta política e finança, José Rodrigues dos Santos volta a impor-se como o grande mestre do mistério. Além de ser um romance de cortar o fôlego, A Mão do Diabo divulga informação verdadeira e revela-se um precioso guia para entender a crise, conhecer os seus autores e compreender o que nos reserva o futuro."
Um reconhecido clássico do suspense. Vencedor do Dagger of Daggers, da Crime Writers Association, para o melhor romance policial dos últimos cinquenta anos.
"O Espião que Saiu do Frio" é a história da perigosíssima missão de um agente que quer desesperadamente pôr termo à sua carreira de espião: sair do frio. Neste reconhecido clássico do suspense, le Carré mudou as regras do jogo e viu-se catapultado para a fama mundia
Uma obra maior, não só na produção literária de Conrad, mas na literatura universal.
"Hoje, tomado de assalto por um aluvião de estudiosos e uma infinidade de admiradores boquiabertos, torna-se difícil falar dele. Uso como desculpa um velho provérbio húngaro (“Qualquer bocadinho acrescenta, disse o rato, e fez chichi no mar”) para prevenir quem ler esta prosinha que Conrad, no seu melhor, é um dos grandes autores de todos os tempos e "O Coração das Trevas" um altíssimo e terrível livro, um conto (os contos ingleses, na sua época, eram compridíssimos) cheio de portas por onde entrar e nenhuma para sair, onde se caminha, página a página, no interior de um nevoeiro deslumbrante, construído em torno de Kurtz, criatura que quase não aparece e pouco fala e, no entanto, é o eixo em torno do qual toda a narrativa gira.
Denúncia do colonialismo, texto político, parábola da angústia do homem no tempo, relato da humanidade truncada, etc., pode bordar-se indefinidamente por cima do que Conrad fez".
Matteo responde a um anúncio de emprego. Toca à campainha e uma mulher recebe-o. Mas a mulher apresenta uma particularidade estranha. É a primeira proposta de trabalho de Matteo em muitos meses: aceita-a. Mas Matteo não suporta aquele ofício durante muito tempo. Responde a um novo anúncio. Toca à campainha e um homem abre a porta e recebe-o. De novo, a mesma particularidade estranha. Várias personagens e episódios sucedem-se como peças de dominó que vão caindo umas sobre as outras. As personagens cruzam-se e cada uma delas é abandonada quando surge a seguinte. São ligações sucessivas - até que se chega a Matteo, o homem que perdeu o emprego.
"4 de Outubro de 1500. Um homem contempla Lisboa à janela dos seus aposentos, no paço da Alcáçova. Tem 101 anos, e é o último conquistador de Ceuta vivo. Enquanto aguarda a inevitável visita da morte, D. Álvaro de Ataíde recorda a sua vida aventurosa: servidor da Casa de Viseu, conquistou Ceuta, lutou na Guerra dos Cem Anos, foi campeão de justas e torneios, sofreu em Tânger, ajudou a criar as caravelas, visitou a Guiné, ganhou fama na Borgonha, esteve em Alfarrobeira, na tomada de Arzila e na batalha de Toro. Conselheiro de reis e de duques, assistiu às lutas políticas e às tragédias do século XV português; viu a sua Casa ascender com D. Henrique e D. Fernando, cair em desgraça com D. Diogo, para finalmente subir ao trono com D. Manuel. Assistiu ao novo rumo que o destino de Portugal tomava, mudanças que o seu escravo, um guinéu que se entregava à prática da feitiçaria, acreditava terem acontecido graças à maldição que lançara sobre el-rei de Portugal."
"Nestes breves e intensos textos, escritos entre a Primavera de 2005 e Dezembro de 2006, quando Pinochet morre, Sepúlveda debruça-se sobre uma longa galeria de horrores.
Um livro em que vibra de novo a paixão implacável de um grande escritor, capaz de fazer com que a denúncia e a indignação se transformem em matéria da mais alta qualidade literária.
“Os mortos estorvam, as vítimas estorvam, são incomodativas, e os que clamam por justiça são mais incómodos ainda.”
Mas no silêncio que rodeia os perseguidos, há alguém como Luis Sepúlveda que não hesita em colocar a sua pena ao serviço de uma legítima demanda pela igualdade.
Nestes breves e intensos textos, escritos entre a Primavera de 2005 e Dezembro de 2006, quando Pinochet morre, Sepúlveda debruça-se sobre uma longa galeria de horrores.
A sombra do General e da sua família predadora paira ainda sobre o Chile e sobre as memórias de quem sentiu na pele a crueldade do tirano e assiste agora à sua morte. Até na civilizada França os fantasmas da intolerância serpenteiam pelas ruas e levam aos protestos dos imigrantes, provando que nenhum país tem a exclusividade da prevaricação.
Mas há sempre uma esperança de que as coisas podem mudar – encarnada pela mulher que preside agora aos destinos do Chile, Michelle Bachelet; pelos estudantes que lutam por um sistema de educação baseado na qualidade do ensino; pelos chilenos que, mesmo nas mais recônditas regiões do país, exerceram o seu direito de voto, dando provas de maturidade e civismo".
"Decidido a cortar os laços com o Departamento, Gabriel Allon refugiou-se nos penhascos da Cornualha com a sua bela mulher, Chiara. Mas, uma vez mais, esse isolamento é interrompido por alguém vindo do seu complexo passado: Julian Isherwood, o sedutor e excêntrico negociante de arte londrino. Como de costume, Isherwood tem um problema. E apenas Gabriel o pode resolver. Em Glastonbury, um restaurador de arte é brutalmente assassinado e um quadro de Rembrandt, há muito desaparecido, é misteriosamente roubado. Apesar da sua relutância, Gabriel é persuadido a utilizar os seus talentos singulares para encontrar o quadro e os responsáveis pelo crime. Mas, ao seguir meticulosamente um rasto de pistas com início em Amesterdão, passagem por Buenos Aires e fim numa villa nas margens graciosas do Lago Genebra, Gabriel descobre que há segredos mortíferos associados ao quadro. E homens malévolos por trás deles. Uma vez mais, Gabriel vai ser atraído para um mundo que pensava ter deixado para sempre e deparar-se-á com um elenco extraordinário: uma deslumbrante jornalista londrina, determinada a desfazer o pior erro da carreira, um esquivo ladrão de arte, atormentado pela sua consciência, e um influente multimilionário suíço, conhecido pelas suas boas ações mas bem capaz de estar por trás de uma das maiores ameaças que o mundo enfrenta."
"Servindo-se de um protagonista de excepção - o escritor Henry James -, David Lodge traça-nos um retrato notável do homem que o tempo imortalizaria como "O Mestre". Na década de 1880, James tem no artista e ilustrador George Du Maurier um grande amigo e vive uma relação íntima e problemática com a escritora Constance Fenimore Woolson. Preocupado com o falhanço comercial dos seus livros, Henry resolve tentar a sorte como dramaturgo enquanto Du Maurier decide diversificar o seu trabalho e escrever romances. O resultado destas reviravoltas vai ser inesperado, e as suas vidas nunca mais serão iguais."
"O balão negro onde Don Metzger partiu foi encontrado na ilha de Ponza, no fundo de uma falésia, perto do final do Verão. O corpo tinha apodrecido e sido parcialmente dilacerado pelas gaivotas. A polícia italiana considerou que a morte fora causada por um «acidente», e não foi feita qualquer autópsia. Alipio e Susanna Rizzo foram interrogados, mas afirmaram ter passado o verão na casa de família, na Lombardia, depois de Don Metzger ter prescindido dos seus serviços. Surgem notícias dispersas sobre os desaparecimentos de John McGill, Roger e Stella Dormant e Vincenzo Gentile. Não surgiu qualquer notícia sobre o desaparecimento de Olivia Fontana ou Nina Pascal. Nenhum destes desaparecimentos foi ainda relacionado com a morte de Don Metzger. A polícia continua a investigar."
Cafuné centra-se na figura de Rodrigo Favinhas Mendes, um bom malandro que não resiste aos encantos femininos e que se torna amigo de um ex-frade, Frei Urbino de Santiago, que acaba por ser o seu conselheiro e zelador espiritual. É que Rodrigo tem um coração gigante onde cabem muitas mulheres bonitas, dispostas a um carinho que ele é incapaz de recusar…
"Um canhão assombrando uma cidade. Um patíbulo armado de noite. Um istmo que conduz a uma cratera. Uma diligência cercada por cães selvagens. Nuvens de grifos imundos sobre o mar. A batalha sangrenta dos pescadores. Uma galeria de anarquistas, mais nobres que plebeus. A casa de Madame Ricciarda. A casa de Madame Musette. Dois jesuítas. Um padre que toca violoncelo. Um navio que não chega mais. Uma opereta com ecos de tragédia. Sol, luz, névoa e lua. Oito mulheres, amores duplos, triplos e quádruplos. De como a vida engana a morte. Ou o inverso. Porque há em gente pacata uma apetência de morte tão grande? Porque é que nunca se regressa daquela viagem? Porque é que aquele navio não chega? Porque é que aquele canhão jamais dispara?"
"Tudo começa com um homem saindo de casa, armado, numa madrugada fria. Mas do que o move só saberemos quase no fim, por uma carta escrita de outro continente. Ou talvez nem aí. Parece, afinal, mais importante a história do doutor Augusto Mendes, o médico que o tratou quarenta anos antes, quando lho levaram ao consultório muito ferido. Ou do seu filho António, que fez duas comissões em África e conheceu a madrinha de guerra numa livraria. Ou mesmo do neto, Duarte, que um dia andou de bicicleta todo nu.
Através de episódios aparentemente autónomos - e tendo como ponto de partida a Revolução de 1974 -, este romance constrói a história de uma família marcada pelos longos anos de ditadura, pela repressão política, pela guerra colonial.
Duarte, cuja infância se desenrola já sob os auspícios de Abril, cresce envolto nessas memórias alheias - muitas vezes traumáticas, muitas vezes obscuras - que formam uma espécie de trama onde um qualquer segredo se esconde. Dotado de enorme talento, pianista precoce e prodigioso, afigura-se como o elemento capaz de suscitar todas as esperanças. Mas terá a sua arte essa capacidade redentora, ou revelar-se-á, ela própria, lugar propício a novos e inesperados conflitos?"
sábado, 25 de maio de 2013
JERUSALÉM
SINOPSE
"O médico Theodor Busbeck anda empenhado em descobrir se o horror está aumentando ou diminuindo ao longo da História. Mylia, sua ex-mulher, tem a capacidade de ver a alma e sofre de uma dor lancinante no ventre. Acabou internada num hospício pelo próprio marido. Gomperz, diretor do hospício, mantém uma amizade ambígua com Theodor e desperta cada vez mais ódio em seus pacientes. Kaas tem as pernas magras e problemas de dicção. Hanna é uma prostituta que vive com Hinnerk, um ex-combatente que atemoriza as crianças do bairro. Tratando de relações de dominação, desejo, repulsa e agressividade, Jerusalém costura a vida desses personagens em direção a um desenlace inesperado. Ocupados em lidar com os limites da sanidade, todos se sentem acossados por um perigo sem nome. Num estilo seco e desconcertante, 'Jerusalém' aponta para as dimensões pessoais e coletivas do terror e expõe a capacidade humana de vigiar, oprimir e torturar"
GOODBYE COLUMBUS
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Vencedor do National Book Award
"'' Adeus, Columbus'' é narrado a partir do ponto de vista de Neil Klugman, um judeu de vinte e três anos de idade, que vive com sua tia e meu tio em um bairro de classe média baixa em Newark, New Jersey, e trabalha em uma biblioteca pública. Trata-se de seu relacionamento ao longo de um verão com Brenda Patimkin, um estudante universitário judeu de classe média alta, ficar com a família nos subúrbios. Sua relação é caracterizada pelo contraste de suas diferenças sócio-econômicas, apesar do fato de que ambos são judeus. O verão termina com o casamento de Brenda irmão Ron, após o que Brenda retorna ao Radcliffe College, em Massachusetts. Quando os dois se marcar um encontro em um hotel durante os feriados judaicos, ela diz a ele que seus pais descobriram seu diafragma e ambos têm escrito suas cartas expressando sua consternação e seu desdém para Neil como resultado. Como Brenda sente que não pode mais continuar o relacionamento, Neil deixa o hotel, em última análise, atingir um novo sentido de auto-conhecimento, o que é expresso pelo alvorecer do Ano Novo judaico que ele chega de volta em Newark.
'' Adeus, Columbus'' explora temas como a identidade judaica, as divisões de classe dentro da comunidade judaica, crise espiritual sobre o judaísmo, o amor, sexo e relacionamentos, e a luta pela auto-conhecimento de uma jovem. Apesar de seu assunto sério e temas, a novela é caracterizada por humor, como expressa através senso afinado do narrador de ironia em suas observações, tanto o seu próprio e famílias de sua namorada."
"Em O sonho do celta, Mario Vargas Llosa volta à forma do romance histórico para narrar a saga de Roger Casement, um personagem complexo, muitas vezes controverso. Irlandês a serviço do Império Britânico, Casement conheceu a violência da colonização na África e na América do Sul no começo do século XX. Ao denunciar os abusos e os maus-tratos contra colonos, passou a valorizar a liberdade acima de tudo. E, em nome da liberdade, voltou-se contra seu próprio governo. Em 1916, encarcerado em um presídio de segurança máxima em Londres, Roger é acusado pelo governo inglês de alta traição e aguarda sua sentença. Apenas cinco anos antes, havia sido nomeado Cavalheiro. Agora, abandonado por quase todos os amigos, difamado pela opinião pública, corre o risco de ser executado. Vargas Llosa recria a jornada de Casement - das atrocidades no Congo Belga, passando pela exploração da borracha na Amazônia, até a luta pela independência da Irlanda - num livro que fala essencialmente sobre coragem e superação. Para o autor, este é também um livro que fala sobre como "certas circunstâncias desumanizam os homens até transformá-los em monstros": "No Peru ocorreu o mesmo que aconteceu no Congo, com o sistema de extração de borracha. Cometiam-se as maiores atrocidades sob a mais absoluta impunidade. É como uma espécie de imersão no mal. Casement viu tudo isso de perto, mas conseguiu manter distância e se proteger da loucura escrevendo e documentando o que via", analisa o escritor em entrevista ao jornal El País. Segundo Vargas Llosa, o nacionalismo fervoroso de Casement, característica incomum em seus heróis literários, reflete o aspecto mais idealista do termo: "Sempre tive horror dessa forma de fanatismo. O nacionalismo me parece a pior construção do homem. E o caso mais extremo de nacionalismo é o cultural, ainda que em certas circunstâncias ele possa representar valores libertários." Vargas Llosa reconhece que em certas "civilizações esmagadas", que aspiram a libertar-se de seus colonizadores, o nacionalismo tem um valor positivo. "Mas ele é perigoso quando se converte em uma ideologia. Aí, pode significar violência, prejuízos, distorção de valores. Casement incorporou o lado mais idealista, que é o que luta contra o opressor."
"Jesusalém é seguramente a mais madura e mais conseguida obra de um escritor em plena posse das suas capacidades criativas. Aliando uma narrativa a um tempo complexa e aliciante ao seu estilo poético tão pessoal, Mia Couto confirma o lugar cimeiro de que goza nas literaturas de língua portuguesa. A vida é demasiado preciosa para ser esbanjada num mundo desencantado, diz um dos protagonistas deste romance. A prosa mágica do escritor moçambicano ajuda, certamente, a reencantar este nosso mundo."
"O livro conta a história de um triângulo amoroso uma aspirante a escritora de vanguarda, Sumire, apaixona-se platonicamente por uma mulher misteriosa e muito rica, Miu, que tem um negócio de importação de vinho e que estudou piano clássico em França. O narrador é um professor primário que, por sua vez, ama silenciosamente Sumire.No fundo, as três personagens funcionam como satélites em órbitas diferentes, que podem por vezes encontrar-se num ponto. O que nos leva ao título bizarro Sputnik surge de um mal-entendido inicial entre as duas mulheres; uma delas fala em Jack Kerouac; a outra confunde beatnick com sputnik; ambas se riem".
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